domingo, 26 de maio de 2013

Homem de Cro-Magnon

No período Paleolítico Superior o homem começou a viver em grandes grupos e deixou desenhos e pinturas que constituíram um magnífico acervo para o estudo de suas condições vividas e de sua forma de organização. Por conta desse acervo deixado por volta de 40000 a.C., descobriu-se o homem de Cro-Magnon. Esse homem possuía elevada estatura, grande semelhança física com o homem atual e capacidade craniana aproximadamente igual à média moderna. Demonstrava possuir uma inteligência satisfatória, pois ele costurava suas roupas, feitas com peles de animais, com agulhas de osso e cozinhava alguns alimentos. Construiu moradias nas regiões onde não existiam abrigos naturais, e suas belas criações indicavam a existência de certa divisão de trabalho.
As primeiras manifestações religiosas do homem pré-histórico são concernentes ao período do homem de Cro-Magnon. Através do sobrenatural atribuído às pinturas nas suas cavernas, o homem do Paleolítico Superior simbolizava seus desejos gravados ou pintados nas rochas: eram cenas de caça ou de animais. Segundo a interpretação da arqueologia e da antropologia, esses homens acreditavam que os desenhos poderiam ajudá-los na caça e, sendo assim, obteriam animais com mais facilidade. Nessa fase, o homem pré-histórico foi um caçador nato. Sua religião e sua arte foram exemplos claros de uma cultura de caçadores.
O homem de Cro-Magnon (também conhecido como Homo sapiens – homem sábio) resistiu e sobreviveu graças a sua característica nômade, pois sempre se mudava, tentando se proteger das transformações físicas e climáticas ocorridas através da quarta era glacial. Ainda hoje podemos encontrar traços físicos remanescentes dos antigos homens pré-históricos, mas nos deparamos ainda com a escassez de fontes históricas para sabermos mais dos nossos antepassados, como a origem desses primatas.

Neandertais

Era uma espécie do gênero Homo neanderthalensis, que habitou a Europa e alguns lugares do oeste da Ásia acerca de 230.000 a aproximadamente 29.000 anos atrás. Os Neandertais eram adaptados ao frio, seus cérebros eram aproximadamente 10% maiores em volume que os dos humanos modernos. Na média, os Neandertais tinham cerca de 1,65 m de altura e eram muito musculosos. Seu estilo característico de fabricação de ferramentas de pedra é chamado de cultura musteriense. 
São características físicas dos Neandertais: 
Crânio 
- Fossa suprainíaca, um canal sobre a protuberância occipital externa do crânio - Protuberância ocipital - Meio da face projetado para frente - Crânio alongado para trás - Toro supraorbital proeminente, formando um arco sobre as orbitas oculares - Capacidade encefálica entre 1200 e 1700 cm³ (levemente maior que a dos humanos modernos) - Ausência de queixo - Testa baixa, quase ausente - Espaço atrás dos molares - Abertura nasal ampla - Protuberâncias ósseas nos lados da abertura nasal - Forma diferente dos ossos do labirinto no ouvido 
Pós-Crânio 
- Consideravelmente mais musculosos - Dedos grandes e robustos - Caixa torácica bastante arredondada - Forma diferente da pélvis - Rótulas grandes - Clávícula alongada - Omoplatas curtos e arqueados - Ossos da coxa robustos e arqueados - Tíbias e fíbulas muito curtas

Homem de Java

O Homem de Java: É bem conhecido o fato de que quando foi descoberto em 1891 o "primitivo" homem de Java, na realidade sendo imaginado a partir de um fêmur, uma caixa craniana e três dentes molares.
O mais interessante é que esses itens não foram encontrados no mesmo local e ao mesmo tempo. O fêmur foi encontrado a quinze metros da caixa craniana. Um dos dentes foi encontrado a três quilômetros do fêmur e do crânio. Dois outros crânios foram encontrados na mesma formação, e com a mesma idade, os quais não eram diferentes de crânios de aborígenes australianos que vivem hoje. As notícias dos crânios modernos encontrados com o homem de Java não foram publicadas por vinte anos, porque não se ajustavam às idéias preconcebidas do pesquisador.

Evolução mostrada em vídeo


A linhagem da espécie humana


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Humor


 


 
 

A Descoberta de Lamarck

Há séculos, os cientistas buscam respostas para a pergunta: “De onde viemos?”. Neste sentido, personagens importantes marcaram seus nomes no cenário científico por suas teorias e pensamentos evolucionistas. Entre estes estudiosos, o francês Jean-Baptiste Lamarck teve grande destaque nos primeiros estudos aceitos sobre a evolução humana.
Lamarck nasceu há exatos 267 anos. Apesar de este ser um pequeno espaço de tempo quando falamos em evolução, sem dúvida, em termos de pesquisas e avanços tecnológicos, estes dois séculos determinaram e aperfeiçoaram as respostas de origem procuradas por Lamarck.
Quando falamos de evolução, provavelmente o primeiro nome que nos vêem a cabeça é Charles Darwin e a teoria da seleção natural (aceita até hoje). Porém, foi Lamarck que personificou as ideias pré-darwinistas sobre a evolução.
As teorias de Lamarck influenciaram os estudos evolucionistas desenvolvidos por Charles Darwin. Mais tarde, na segunda metade do século XX, com as descobertas genéticas e de hereditariedade, principalmente relacionadas ao DNA, as pesquisas lamarckianas foram invalidadas.

Philosophie Zoologique

A grande obra-prima de Jean-Baptiste Lamarck foi o livro Philosophie Zoologique, publicado em 1809. No livro, Lamarck sugere que alterações ambientais traziam necessidade de mudanças de hábitos nas espécies, que, em longo prazo, tornavam-se modificações nas estruturas físicas também. Esta é a base da teoria evolucionista de Lamarck e, desta forma, o francês criou duas suposições: a Lei do Uso e Desuso e a Lei dos Caracteres Adquiridos.

Lei do Uso e do Desuso

A teoria é simples. Segundo Lamarck, os órgãos que não são utilizados ou são pouco utilizados se atrofiam com o passar do tempo. Conforme a espécie evolui, o órgão vai perdendo suas funções até desaparecer completamente, eventualmente. Costumam a citar como exemplo o apêndice no corpo humano, que deixou de ter uma função fundamental para o organismo e, ocasionalmente, algumas pessoas nascem sem o órgão.
A premissa inversa é a mesma. Quanto mais um órgão é utilizado mais forte ele se torna ao longo da evolução. O exemplo costumeiramente utilizado está relacionado à alimentação das girafas. Estima-se que há milhares de anos atrás, os pescoços das girafas não fossem tão longos. Porém, com a necessidade de alcançar grandes alturas para a obtenção de alimento, a cada geração o pescoço aumentava e se tornava mais forte.
Lei dos Caracteres Adquiridos
Basicamente, Lamarck afirmava que o meio-ambiente condiciona a evolução dos seres vivos. Desta forma, as espécies transmitiam suas modificações (pelo uso e pelo desuso) paras seus descendentes. Isso quer dizer que as conquistas genéticas dos pais seriam passadas para o filhos. A evolução nada mais seria do que uma adaptação dos seres vivos ao ambiente, transposta através das gerações com transformações orgânicas, comportamentais e estruturais.
As novas espécies apareceriam, portanto, devido a aquisição ou perda de caracteres.
Curiosidades e Pesquisas
Termos como invertebrados e biologia foram introduzidos na ciência pelo naturalista francês.
Até 1800, Lamarck acreditava que as espécies eram imutáveis. Foi o seu trabalho com moluscos na Bacia de Paris que o dissuadiu e o convenceu da transmutação das espécies.
Segundo Lamarck, patos e outras aves aquáticas adquiririam as membranas entre os dedos por conta do importante uso durante a natação.

As cobras teriam evoluído de ancestrais que tinham pernas ligadas a corpos curtos. Por causa da modificação do ambiente e da necessidade de subir em árvores, por exemplo, rastejar era mais interessante.
A teoria de uso e desuso de Lamarck é válida em várias situações. Esta é uma explicação bastante plausível para o que acontece com as pessoas que malham. Através do uso repetitivo dos músculos, eles se tornam mais fortes. Da mesma forma que o não uso de algum membro como braços e pernas podem causar atrofia. Por nenhuma dessas condições será transmitidas aos seus descendentes, o que anula a teoria dos caracteres adquiridos.